Mais uma
grande solução:
Enxerto alogeno de matriz dérmica acelular
Marcelo C. Manso, CD *
A literatura de ponta internacional tem relatado ultimamente resultados animadores para um material de enxertia alógena que viria a substituir os enxertos livres autógenos de tecidos moles para recomposição tecidual de áreas desqueratinizadas ou até completamente perdida. A chamada matriz dérmica acelular consiste basicamente de pele congelada e seca com uma nova técnica de processamento tecidual em que se remove toda a camada epidérmica acima da membrana basal assim como os elementos celulares da derme para serem utilizados nas mesmas indicações dos enxertos livres de mucosa palatina.
Segundo Donald Callan, professor assistente de periodontia da Universidade de Oklahoma -USA, os resultados tem sido promissores e bastante favoráveis para implantodontia. Como sabemos, a presença de tecido queratinizado ao redor dos implantes é de considerável relevância para manutenção da osseointegração. A gengiva queratinizada periimplantar adere a superfície do implante por um epitélio juncional mediado por hemi-desmossomas de forma similar ao que acontece com os dentes naturais. Nos enxertos autógenos em que a área doadora é normalmente o palato, necessitamos realizar um procedimento cirúrgico a mais, aumentando o tempo total de cirurgia e principalmente a sua morbidade. Assim, esse material deverá ser de grande valia para nosso arsenal terapêutico. Seu produto comercializado é o Alloderm (Lifecell, Corp., The Woodlands, TX)" que tem sido seriamente acompanhado. Dentre os importantes componentes da derme que contribui para sua função inclui o complexo da membrana basal (BMC) na junção epiderme-derme que contém colágeno tipo IV, altamente especializado, elastina, proteoglicanas e um distinto plexo vascular. Este plexo funciona com um processo remodelador importante onde o colágeno novo vai sendo depositado no caminho da neovascularização até que o aleoenxerto torne-se um transplante permanente de derme. De acordo com a literatura esse produto pode ser estocado sob refrigeração por um tempo de até dois anos.
Dentre os diversos cuidados no seu preparo salienta-se uma reidratação na sala cirúrgica por um período de no mínimo 10 minutos e por não mais de 4 horas. Cuidados especiais são solicitados no seu desembalamento e manipulação assim como uma experiência prévia do cirurgião com procedimentos dessa natureza para preparo do leito receptor, suturas e manobras compressivas, gerenciamento pós-operatório, etc. Episódios rotineiros como esbranquiçamento do enxerto após 10 dias e cuidados preventivos para sua manutenção por tempo mínimo adequado são extremamente importantes (mínimo de 8 dias).
Estaremos nos próximos meses avaliando e acompanhando na clínica do IBI essa promissora geração de materiais.
Vejam na sequência fotográfica o resultado da aplicação do Alloderm (Enxerto de Derme Acelular).




Fig 01-Uma branda retração resultante de uma inadequada zona de queratinização gengival.
Fig 02 -Incisão fei!a logo abaixo da margem gengival queratimzada.
Fig 03- Vemos acima o enxerto de derme Alio Verm com o .lado avermelhado por saturação sanguínea que é colocado sobre o Periósteo ou Bsso, e o lado branco que deveria estar em direção a cavidade oral.
Fig 04-Enxerto de derme Alio Verm aplicado no Periósteo e suturado no local.
Fig 05-10 dias após cirurgia - observe que a membrana de base (camada defora) se apresenta mais branca que comparado ao enxerto antes da cirurgia.
Fig 06- 06 semanas após cirurgia - observe a nova zona de tecido queratinizado com excelente coloração e contorno definido.
Fig 07 -Apresentação cirúrgica de defeitos em torno de 04 implantações.
Fig 08-Apresentação do levantamento do retalho antes da aplicação do enxerto de matriz de Verme Acelular.
Fig 09-Apresentação do Alio Verm após recortado para adaptar-se em torno dos implantes.
Fig 10- Alio Verm no local já suturado.
Fig 11-Aspecto da cicatrização -observe a excelente coloração,da área e o aspecto de boa aderência e queratinização.