Técnicas de análises morfo-funcional
do tecido ósseo

Newton Macha *
David Serson *
Artigo publicado na Revista Univer.fidade de Guarulhos -Ciências Biológicas e da Saúde, Ano 11- n" 5- 1997.

RESUMO

      Os autores descrevem de forma resumida diversas técnicas para o estudo do tecido ósseo. ( Assinalam a aplicabilidade de cada uma delas, ressaltando seu valor para fins didáticos, científicos e de diagnóstico.

      Destacam que esse é um trabalho inicial de apresentação de uma série a ser publicada posteriormente. As publicações vindouras deverão conter um detalhamento refinado, tanto teórico como de aplicabilidade à Implantologia Odontológica.

ABSTRACT

      The authors describe in a concise way, various techniques for the study of the bone tissue.

      They distinguish the applicability of each technique, emphasizing its value for didactic, scientific and diagnosis purposes.

      They also point out that this is an inicial presentation work, in a sequence which will be published afterwards

       The coming publications will have detailed contents, as well as the applicability on dental Implantology.

PALAVRAS-CHAVE

         Tecido Ósseo, Microscopia, Técnicas de Estudo, Histologia.

KEY WORDS

         Bone Tissue: Microscopy, Methods of Study.

INTRODUÇÃO

        Na área odontológica, todas as especialidades, sem exceção, estão envolvidas com o tecido ósseo. Suas condições de higidez, suas variações de arquitetura, sua extensa patologia, requerem por si só, por parte do profissional, um conhecimento bem consolidado de sua natureza.

      O diagnóstico bem firmado, propicia bases para a terapêutica, gerando condições para o bom planejamento, que por sua vêz induz ao prognóstico. Interligados, constituem a chave do sucesso.

      Os recursos semióticos - palpação digital, crepitação, sondagens, transiluminação, podem numa primeira análise, permitir um diagnóstico presuntivo, especialmente nos estádios mais avançados. Nas lesões ósseas interiorizadas, que se traduzem morfologicamente com maior discrição, impõe-se a utilização dos Raios X, ou de cintilografia.

      Os recursos atuais que dispomos incluem múltiplas escolhas -  variação angular, contrastes, panorâmicas, topográficas, densitométricas, uso de isótopos ou biópsias são valiosas ferramentas especializadas de trabalho, já incorporadas à rotina clínica.

      Quando necessitamos de uma avaliação em nível sistêmico,
recorremos ao laboratório clínico: paratohormônio, calcitonina, relação cálcio-fósforo.

    Como todos os métodos, eles interagem entre si e sofrem limitações.

    Destarte, de forma resumida e abrangente, procuramos enfeixar a análise morfo-funcional do tecido ósseo especialmente no que se refere a parte macro e microscópica.

    Quando nossas questões se referem ao metabolismo celular, subcelular ou molecular - particularmente na área de pesquisa -, em geral, nos utilizamos de tecnologia de maior refinamento. As mesmas são objeto do presente trabalho.

    Durante o transcorrer do mesmo, abordaremos as linhas gerais de cada uma das técnicas utilizáveis, bem como a parte interpretativa e a aplicabilidade das mesmas.

    O que se pretende é o desenvolvimento de uma série de artigos nos quais serão ampliados e detalhados, cada tópico assinalado neste trabalho inaugural.

   Ressalvamos que as diferentes colorações e meios de montagem não serão aqui abordadas.

DISCUSSÃO

   
Como já foi dito anteriormente, faremos um breve relato de algumas das principais técnicas de processamento do tecido ósseo.

    Salientamos que as mesmas não apresentam ordem preferencial, cronológica ou de maior ou menor importância.

   Assim, sequencialmente:

MACERAÇÃO E DESGASTE

    
São os métodos mais antigos que se conhecem. Esse fato não os invalida, sendo os mesmos indispensáveis na prática rotineira. Servem para estudos macro e mesoscópicos de peças cirúrgicas, material didático, análise arquitetônica, textural e microscópica.

    O material dispensa o uso de fixação prévia. Após a sua remoção, deverá sofrer maceração. Esta consiste no amolecimento por mergulhamento e decomposição parcial dos tecidos moles. Isso pode ser realizado com o uso de diferentes líquidos - soro iodado, álcool, hidróxido de sódio ou potássio, bicromato de potássio, hipoclorito de sódio, ou mesmo, lavagem abundante e prolongada em água corrente.

    Inicialmente, removem-se os tecidos moles (fascia, aponevrose, nervos, músculos) com o auxílio de instrumental cirúrgico. Em seguida, macera-se, eliminando o restante dos tecidos moles: osteocitos, osteoclastos, periósteo, endósteo, enfim, todos os restos celulares.

    Após secagem em estuda, o material deverá ser laminado com discos rotatórios cortantes, para sofrer posterior desgaste até a espessura em tomo de 100 a 200 mm. Esta etapa é realizada em pedras, manualmente, ou em discos rotatórios automatizados.

    O material assim preparado terá condições de ser examinado com uma simples lupa ou após montagem em meio apropriado, em microscopia óptica convencional. Englobamos assim, uma análise macro e microscópica, estudando arquitetura, textura e interrelações celulares e tecidual (plastos). (Gatenby & Beams 1950)

DESCALCIFICAÇÃO

    
Dentre os tecidos mineralizados, o tecido ósseo é constituído basicamente por vários tipos de colágeno associados, principalmente do tipo I, - a proteoglicanas, que se complexam com sais minerais (apatitas) em diferentes arranjos (lamelar Haversiano e lamelar esponjoso) ou de forma desordenada (plexiforme, embrionário).

    Em virtude da dureza do tecido ósseo causada pela complexação dos sais minerais, que impossibilita a microtomia por métodos convencionais, faz-se necessária uma prévia descalcificação para a remoção das apatitas.

    Diversos ácidos têm sido propostos tais como: clorídrico, nítrico, sulfúrico, fórmico, acético, cítrico, assim como misturas compensatórias que visam abrandar as lesões artefatuais dos tecidos, causadas pela ação dos mesmos.

    As misturas ou as variações de concentração ácida oferecem opções múltiplas em função do tipo de osso, região selecionada anatomicamente, tamanho da peça, tempo de descalcificação e resultado pretendido (o osso celular constitui-se num exemplo típico).

   Acrescente-se a essas técnicas, a descalcificação eletrolítica, a quelação com EDTA (etileno-diamino tetra-acetato sódico) e a utilização de microondas.

    Quaisquer das variantes pode ser utilizada após fixação ou concomitantemente. (Gabe 1976)

DESCALCIFICAÇÃO-CONGELAÇÃO

   
Após fixação e descalcificação, os ossos podem ser cortados em microtomia de congelação com neve carbônica, em micrótono elétrico ou em criostato.

   Ao remover exclusivamente os sais minerais, preserva-se toda a celularidade do tecido ósseo.

   Em virtude disso, seu uso, para fins didáticos e científicos possibilita o exame dos prolongamentos dos osteocitos.

HISTOMORFOMETRIA

   
Consiste numa análise histológica quantitativa de biopsia óssea, referente aos componentes celulares e intercelulares da mesma. O balanço metabólico do tecido ósseo está na dependência de um equilíbrio entre neoformação e reabsorção. As alterações dessa gangorra biológica se traduzem como patologias e podem ser avaliadas com o método proposto.

   Este consiste numa adaptação da planimetria ponto a ponto, a um microscópio, onde utilizamos uma ocular integradora de inúmeros traços distribuídos assimetricamente. Os pontos de interseção das áreas em estudo com esses traços (hits) são contados exaustivamente, correlacionados matematicamente e representados graficamente. O método é demorado, requer pessoal bem treinado e de custo operacional elevado. Entretanto, é valiosíssimo, e de momento, a única solução no estudo da osteoporose, quando o uso de outros recursos de avaliação são limitados. (Szejnfeld et al. 1987).

MICROTOMIA SEM FIXAÇÃO SEM DESCALCIFICAÇÃO

    
Utilizando protetores criobiológicos, o osso pode ser cortado em baixas temperaturas, em criostatos especiais, da forma já assinalada. Os especialistas consideram este o único e o melhor método de tratamento, quando se pretende localizar, e mensurar com precisão, substâncias lábeis no interior das células ósseas ou na matriz extracelular (pequenas moléculas ou enzimas de oxi-redução). (Chayen & Bitensky 1991)

CULTURA DE ÓRGÃO (embrionária)

    Permite o crescimento proliferativo de pequenos fragmentos de tecido ósseo embrionário tais como: calvários, esboço de membros superiores ou inferiores, fragmentos de mandibula. Os mesmos são removidos e manipulados cuidadosamente sob lupa estereoscópica -assepticamente -e explantados sobre lamínula. Recebem como meio nutriente, extrato embrionário e/ou plasma e os tecidos são cultivados na lamínula montada sobre lâminas escavadas. Podemos desta forma, acompanhar etapas evolutivas do crescimento. É excelente para estudos de ossificação intramembranosa e endocondral. (Bourne 1956)

CULTURA DE ÓRGÃO (adulto)

    Nesta, um fragmento de tecido ósseo adulto é removido, repousando sobre um suporte de aço inoxidável (grade). Interposto entre ambos, um papel absorvente, embebido no líquido nutriente, contido dentro de uma câmara especialmente construída para tal fim. O conjunto é mantido numa atmosfera úmida com C02/ O2 (95:5%) pelo tempo necessário. Podemos utilizar vários fragmentos em diferentes séries. Assim, na primeira cuba, teremos o material controle e subsequentemente, nas outras, diferentes concentrações logarítmicas de fármacos (ensaio citoquímico de hormônios). Após o ensaio, os mesmos poderão ser dosados bioquímica ou citoquimicamente. (TrowelI1959).

CULTIVO PRIMARIO DE CÉLULAS

   Inicialmente, os tecidos são dissociados com o uso de enzimas líticas. Após sucessivas passagens e separações em meio nutriente, obtém-se o isolamento de uma linhagem celular. Em virtude do crescimento se realizar em uma única camada (monolayer), em grande parte das vezes, as células perdem suas características morfológicas. Via de regra, a identificação das mesmas é feita funcionalmente. Para tanto, as marcações celulares são das organelas, valendo-se de métodos citoquímicos. As células isoladas são mantidas em frascos, contendo meio nutriente, com renovação frequente e mantidas com viabilidade em torno de uma semana. Podemos utilizá-Ias para estudos morfológicos e bioquímicos. (Parker & Morgan 1960).

CULTIVO CELULAR ( clonagem)

    Partindo-se de uma linhagem de cultura primária, isola-se uma única célula que pode perpetuar a sua multiplicação. O sistema requer experiência, condições técnicas aprimoradas, equipamento e meio de cultura adequados. As células ósseas são difíceis de serem clonadas, Parker & Morgan (op. cit.)

MICROSCOPIA DE FLUORESCÊNCIA

    O material é examinado em microscópio de fluorescência com os devidos filtros excitadores e barreira nos comprimentos de onda desejados. O cuidado especial reside em pecar por excesso de zelo. A luz ultravioleta é altamente lesiva à retina em poucos segundos. A fluorescência obtida pode ser própria do material (intrínseca), induzida previamente com corantes (fluorcromos), ou com injeção prévia in-vivo.

    A resolução é excelente e possibilita o estudo do crescimento incremental do tecido ósseo. Nesses casos, as biópsias ósseas de pacientes com diferentes idades ou metabolismo podem ser analisadas com formulação matemática. É também valiosa para estudos  dinâmicos realizados experimentalmente com animais. (Pearse 1968).

CITOQUÍMICA

    
É uma microquímica celular fundamentada em conceitos de química analítica, orgânica, bioquímica, físico-química e matemática. Abrange todos os capítulos da bioquímica (proteínas, enzimas, cabrioidratos e lipídeos), além da análise de produtos inorgânicos. É possível quantificar com grande precisão através de varredura ou "plug", Pearse (op. cit)

IMUNOCITOQUÍMICA

    
O avanço da citoquímica, criando um capítulo à parte, levou à identificação de macromoléculas com alta especificidade, estabelecidos os devidos controles. A base é a conjugação de compostos (anticorpos) com marcadores visualizáveis em microscopia convencional ou em microscopia eletrônica de transmissão, Pearse ( op. cit.)

CONTRASTE DE FASE

        
Dispositivos especiais adaptados aos microscópios comuns nos permitem notar mínimas diferenças de fase luminosa. Teremos então um fundo brilhante com o material escuro ou vice-versa (fase negativa ou positiva). Nas células, diferente tonalidades de cinza contrastarão nitidamente as organelas. Ideal para a observação de células vivas, sua movimentação de organelas, viabilidade das mesmas e refratometria. (Françon 1952).

MICROSPIA DE LUZ POLARIZADA

   
Imaginemos dois retângulos paralelos entre si: cada um, tendo também uma fenda central com o mesmo paralelismo. Se vibramos um corda pelas fendas, ela passará por ambas as fendas sem dificuldade. No momento que girarmos uma delas, isso não mais ocorrerá.

   No fenômeno luminoso, a luz vibra em todos os planos. Quando a luz é polarizada, somente as ondas que vibram num único plano poderão passar pelas fendas paralelas. Nesta analogia, a primeira fenda seria o polarizador, e a segunda o analisador, correspondente ao microscópio.

   Os microscópios especializados (POL) ou dispositivos adaptáveis aos microscópios comuns, fazem com que a luz se torne polarizada, sendo inclusive mensurável.

    Os cristais e as macromoléculas possuem uma propriedade que é o de oferecer brilho quando atravessados pela luz polarizada (birrefringência).

   Esse fenômeno é aproveitado pelos investigadores para determinação de eixos cristalinos e para a orientação molecular, quando da conjugação com corantes. (Mellors 1955) e (Pollister 1966).

MICROSCOPIA INTERFERENCIAL

   
Nesta utiliza-se luz polarizada, que se divide em dois feixes: um, ordinário, que segue sem alteração direcional e outro, extraordinário que sofre desvio no seu rumo. Dispositivos especiais ou microscópicos especializados, baseados em diferentes sistemas ópticos, permitem que o feixe de luz passando pelo objeto em questão e o referencial, interfiram entre si. É possível dosar essas interferências luminosas em ordem milesimal. Isso nos possibilita medir espessura de cortes com precisão, pesar substâncias (DNA/RNA), massa seca, proteínas, conteúdo de água nas células. (Rale 1958).

MICROSCOPIA DE CAMPO ESCURO

Qualquer método que ilumine o material a ser examinado, impedindo luz diretamente para a objetiva. Com dispositivos especiais, teremos dois tipos de iluminação: para objetos grandes, imagens formadas por luz refletida. Para partículas pequenas: luz dispersa. Assim, as mesmas aparecerão claras sobre um fundo escuro, com um brilho acentuado. Excelente para constatar lesões celulares (membranas lipoprotéicas), causada pelos fixadores (Françon 1952). .,

MICROSCOPIA ELETRÔNICA DE TRANSMISSÃO

    O microscópio eletrônico permite aumentar as imagens com alta resolução, possibilitando examinar o material com uma enorme riqueza de detalhes. O mesmo possui um filamento -catódio -que graças ao aquecimento no vácuo emite elétrons. Os mesmos são acelerados devido a diferenças de potencial existente entre o cátodo e ânodo. Sofrem centralização através de sistema de condensadores e objetiva e são projetados numa tela fluorescente. A imagem é formada pelo desvio dos elétrons em função do número atômico dos metais com os quais se costuma impregnar os cortes ( ósmio, chumbo e urânio). Dessa forma, após o exame ao microscópio o material é fotografado o que permite uma análise detalhada "a posteriori". (Junqueira & Carneiro 1995).

MICROSCOPIA ELETRÔNICA DE VARREDURA

   Nesta microscopia, há a interposição de um sistema de varredura, entre o objeto e a lente eletromagnética. Isso possibilita um desvio do feixe de elétrons, fazendo com que o mesmo incida ponto a ponto de forma sequencial (varredura). O objeto não é atravessado pelo feixe em virtude da espessura e de um tratamento prévio -cobertura com ouro - de sua superfície. O sinal elétrico dos feixes refletidos na superfície são transferidos para um tubo de vídeo.

   Permite uma análise tridimensional das células e tecidos. Junqueira & Carneiro (op. cit.)

MICROSCÓPIO ELETRÔNICO DE ALTA VOLTAGEM

    Neste microscópio, os elétrons são acelerados sob uma forte tensão (1 a 3 milhões de volts) penetrando em espécimens com espessura de várias micra. Devido a essas características, em condições de pressão e umidade normais, podem ser observados brevemente minúsculos seres vivos com aumentos gigantescos. (Roland & Szõllõsi 1982).

HISTOAUTORRADIOGRIA

    
Injetando-se precursores radioativos em diferentes doses ou tempos, ou ambos, em animais, é possível realizar sua captação nos tecidos cortados histologicamente. A técnica mais usual é proceder inicialmente sua coloração, após o que os cortes são recobertos em câmara escura com uma emulsão fotográfica. Após algum tempo (variável) é feita a revelação e montagem. Nos locais onde houve incorporação do isótopo radioativo aparecerão pontos negros que são o resultado da precipitação dos grãos de prata na película fotográfica, marcando assim, por transparência, os locais de atividade celular ou extra-celular, Junqueira & Carneiro (op. cit.)
                                                                     
ANÁLISE DE IMAGENS

    
As seções seriadas ou não, de órgãos ou tecidos, bidimensionais, podem ser transformadas em tridimensionais (esteriológicas), utilizando-se sistemas semi-automatizados de análise de imagem.

    Esse método baseia-se fundamentalmente na reconstrução de imagens feitas com câmara clara e planimetria, outrora, realizadas manualmente.

    O avanço dessa técnica consiste no uso de uma célula fotoelétrica, que acoplada ao microscópio emite impulsos ampliados para uma tela de TV .Conectado a esse sistema, um computador com um programa previamente desenvolvido. As ferramentas de trabalho de processamento incluem dados matemáticos, geométricos e estatísticos.

   A vantagem consiste na velocidade de processamento, congelamento de imagem, análise de forma, densidade e suas interrelações morfométricas. (Mandarim-de-Lacerda 1995).

  

Cone por desgaste de área articular mostrando osso compacto e esponjoso ( extraída do livro Tratado Histologia de Bloom & Fawcett - Interamericana 1975).

Canais de Havers vistos com luz polarizada (extraída do livro Guided Bone Regeneration in Implant Dentisty de Buser, Dahlin, Schenk- Quintessence Publishing Co. Inc. 1994).

  

Desenho mostrando osteocitos com suas finas ramificações (extraída do livro Histology de Weiss & Greep-Mc Graw-Hill Book Company ).

Microscópio eletrônico de alta voltagem do CNRS- Toloulouse ( extraída do livro Atlas de Biologie Celularie de Roland, Szóllósi & Szóllósi Masson 1982).


CONFOCAL

   
Utiliza microscopia de fluorescência porém não há decaimento expressivo e pode ser utilizado em cortes espessos. O princípio da confocalidade é a coerência dos feixes transmitidos e refletidos. Utilizando-se filtros especiais (pinhole) obtém-se imagem de apenas um plano focal, com nitidez absoluta. É possível utilizar-se de três diferentes fluorcromos simultaneamente, variando-se os canais de registro. Esses fluorcromos podem ainda ser corantes vitais. (Lenzin et al. 1996).

CRIOFRATURA

    Os cortes sofrem vitrificação, isto é, o processo metabólico é paralisado em 1/500 a 1I1000 do segundo a baixíssimas temperaturas de congelamento com o uso do nitrogênio líquido ou hélio. Devido à velocidade, o arranjo molecular polimérico da água é impedido, evitando-se a formação de cristais de gelo. O material é posteriormente submetido a uma sublimação a vácuo, sofre fratura, vaporização de carbono e de metal e é finalmente analisado. Esta técnica condicionou grande avanço nos estudos de membranas celulares e suas diferentes junções tais como: "gap" e "tight junction", Roland & Szõllõsi 1982 (op. cit.).

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* Centro de Implantes da Universidade de Guarulho.