Sistema de Encaixe
Overdentures sobre dentes e sobre implantes

 

* RESENDE, Antonio Bacelar de

Resumo
         O presente trabalho, depois de definir o que são Overdentures, analisa os benefícios que ela traz para pacientes com remanescentes debilitados e/ou em número reduzido. Faz uma ligeira revisão dos recursos desenvolvidos por alguns pesquisadores e os compara com a técnica preconizada pelo Sistema de Encaixe, mostrando sua consistência técnica e a variedade de recursos para atender às mais diversas situações.

         O Sistema de Encaixe, fundamentando a estabilidade da estrutura removível na Retenção Funcional, oferece soluções efetivas e duradouras que independem da ação de retentores mecânicos, necessários apenas para manter a prótese em posição. Ademais, instala uma biomecânica realmente consonante com as exigências biológicas. Por isso, propicia uma reabilitação abrangente que atende aos requisitos tanto funcionais quanto mecânicos e estéticos.

Palavras-Chave
         Overdentures- sobredentaduras -, Sistema de Encaixe, Retenção Funcional.

Abstract
          This sdudy, after defining Overdentures, analyses the benefits that Overdentures bring to patients with teeth that are weakened and/or reduced in numbers. It conducts a brief overview of resiurdes developed by reserchers and compares them to the technique as the Attachment System, showing techinical consistency and variety of resources in order to deal with removable structure in Functional Retention, offers effective and lasting solutions that are independent of action of mechanical retainers, whose only function is to keep prosthesis in position.

         In addition install a biomechanic that can withstand the biological demands. Therefore it favors wide-ranging rehabilitation that satisfies the demands which are inasmuch functional as mechanical and esthetic.

Key Word
         Overdentures; Attachment System, Functional Retention.

Introdução
         Denominam-se OVERDENTURES ou SOBREDENTADURAS às próteses removíveis que utilizam retentores sob a base protética. Construídas dentro dos princípios preconizados pelo Sistema de Encaixe, encontram na Retenção Funcional ( Fig.7 ) a possibilidade de empregarem apenas um retentor mecânico que pode ser um encaixe com um braço retentivo Figs.9F,11F e 15 ), um O'ring ( Fig. 9D ), um Zest Anchor (Fig.I0C) ou qualquer outro dispositivo que mantenha a base protética em posição. Os retentores fresados em obediência a uma direção de inserção paralela ao rebordo alveolaro (Figs. 2E e 7A e 8 ) e oposta aos movimentos oriundos da cinemática mandibular, garantem a estabilidade da base protética contra quaisquer deslocamentos gerados pela fisiodinâmica mandibular (Figs.7B e C e 8F e G). Não importa a classe a que pertençam.

          Utilizando conectores rígidos para as próteses dento ou implanto-suportadas (Figs. 3,4,14 e 15) e semi rígidos para as dento ou implanto muco-suportadas (Figs. 9, 10, 11 e 13) como preceitua o Sistema de Encaixe, as próteses assim construídas oferecem resultados surpreendentes tanto do ponto de vista estético quanto do funcional.

         Permitindo total liberdade na montagem dos dentes, enseja a correção de problemas no posicionamento dos suportes, solucionando discrepâncias oclusais e estéticas sem o auxílio da ortodontia (Fig. 3). Remodelando o perfil e ocultando os retentores, nenhuma oferece Reabilitação Oral com resultados tão positivos (Figs. 4 e 14 ). Por isso merece ser qualificada de Prótese Ortognática.

Considerações Iniciais
         
O conhecimento da utilização de um retentor sob a base protética remonta aos anos de 1943 com os ginetes de Gilmore (precursores da barra de Dolder e das barras clips atuais), descritos no Port-Euler4 .
         Contudo, a notícia que marcou o primeiro contato com uma Overdenture, surgiu num artigo escrito por NIELS Bril12 precursor dos O'RINGS atuais. (Fig.lA): Nele o autor analisa com muita propriedade a importância do comprimento da coroa dentária na potencialização dos esforços transmitidos através dos braços de grampos abraçados às coroas dos súportes (Fig. IA). Por isso idealizou um retentor preso diretamente à raiz, reduzindo os esforços a quase nada, sobretudo porque tem liberdade total de movimento em todas as direções (Fig. 1 B e C). Exatamente como os atuais o'rings, zest anchor ...( Fig. lE e F).
         Dessa maneira, possibilitou o aproveitamento de raízes isoladas e debilitadas, dispos.tas sob a base de uma prótese muco- suportada, conferindo à mesma uma estabilidade jamais imaginada.

         A aceitação por parte do paciente foi fantástica. Ele sentia a prótese firme e segura e isso lhe dava satisfação e confiança.

         Tinha, contudo, inconvenientes: construídos com fios de aço, exigiam reparos constantes, e deixavam espaços vazios sobre as raízes, tendo, como consequência, uma precária adaptação sobre os suportes (Fig.1B e C). Por isso, com o Sistema de Encaixe já ensaiando os primeiros passos, e a Odontofresadora permitindo a construção de retentores precisos e absolutamente adaptados, nasceu a idéia de fabricar um retentor sob a base protética mais eficiente e duradouro, para atender a casos clínicos com reduzido número de remanescentes.

         A oportunidade irrompeu com uma paciente conservando apenas os dois caninos na arcada inferior (Fig. 2) : Adotando a conduta preconizada pelo Sistema de Encaixe,10 determinou-se uma direção de inserção paralela ao rebordo alveolar (Fig. 2E), construíu-se sobre as raízes cotos a pinos interligados por uma barra que, depois de fresada, foi perfurada exatamente no meio, abrindo-se um furo eqtuidistante dos cotos (Fig. 28).
Adaptada a peça sobre as raízes, foi feita a moldagem de transferência e montados os modelos no articulador. A barra, depois de retificada na fresadora (2E), recebeu em toda a extensão da sua face superior uma lâmina de cera de 0,5mm de espessura. O modelo com a barra mantendo a lâmina de cera em posição foi duplicado com hidrocolóide para obter-se uma réplica em revestimento sobre a qual a estrutura removível foi desenhada e fundida, da maneira habitual, obedecendo ao planejamento de uma Classe " I " (com barras rompe-forças -Fig. 2D).

         Desse modo, a prótese ao acoplar-se sobre a barra com os cotos, encontra entre esta e a canaleta da estrutura removível, o I espaço livre de 0,5mm, que lhe confere o mesmo comportamento j outorgado atualmente pelos o'rings, zest anchor, etc (Fig. 2H). O 1 furo aberto na barra, também foi criado na estrutura removível, tanto na metálica quanto na de acrílico (Fig. 2D), exceto no conector maior (barra lingual) onde abriu-se apenas um orifício (Fig. 2D, veja iridicação com a seta).

         A prótese assim construída, ao acomodar-se sobre a barra, é transfixada por um pino que, seguindo a direção vestíbulo lingual, atravessa, sucessivamente, a base de acrílico, a parede vestibular da canaleta que cavalga a barra, a barra propriamente dita, a parede lingual da canaleta para, finalmente, instalar sua extremidade no orifício aberto na face interna do conector maior (barra lingual). Com esse planejamento, a estrutura removível da prótese se comporta como uma alavanca interfixa, onde o furo representa o cutelo, o pino, a aresta, a goteira que cavalga a barra, o travessão e as bases muco-suportadas conectadas ao conector maior pelas barras rompe-forças, as almofadas. Na prática, opera do seguinte modo: as cargas sobre as bases muco-suportadas (almofadas), transferidas para a parte média do conector maior (barra lingual) com orifício (cutelo) onde se encaixa o pino (aresta), atuando através do sistema canaleta pino fixador, determina esforços de compressão no coto do lado de trabalho e de tração no de balanceio (Figs. 2G e H). Todos axiais.

Indicações
          Os pacientes com remanescentes isolados ou em número reduzido, de qualquer classe, sobretudo da classe "III", que dificultem uma montagem mais harmoniosa que melhore a estética, o suporte e a oclusão, seja por ectopia dentária ou aumento da coroa mecânica, devido a problemas periodontais ou qualquer outro motivo que impeça um planejamento mais adequado, reclamam, como solução ideal, que as coroas dos suportes comprometidos sejam cortadas e as raízes respectivas esplintadas por barras fresadas, entre si ou com unidades vizinhas, para atuarem como retentores de uma Overdenture (Figs. 2,3,4,5,6,7,9,10,11,12,13,14,15). Se houver divergência entre os condutos radiculares, a subdivisão da barra em segmentos e a interligação deles entre si por meio de encaixes fresados, permite respeitar em cada raiz, a inclinação do conduto respectivo (Fig. 10A- fêmeas em vermelho». A mesma orientação se aplica às overdentures sobre implantes (Fig. 14). Com essas providências e as que forem ditadas pelas peculiaridades de cada caso: A- assegura-se uma Retenção Funcional perfeita (Figs. 7B e C e 8F e G ) ; B -evitam-se soluções de continuidade na base de acrílico ( Figs. 9H, 10D, 14 e 15) ; C -tem-se total liberdade na montagem dos dentes; D -corrigem-se as discrepâncias na posição dos suportes sem o recurso da ortodontia (Fig. 3 ); E -reduz-se o "braço de potência" com a eliminação da coroa clínica (Fig. 1A); F -minimizam-se os "momentos de força" que incidem sobre os suportes; G -interligam-se as raízes ou implantes respeitando-se suas divergências (Figs. l0A e 14); H - atendem-se às exigências funcionais e estéticas.

Planejamento
          
Seguindo sempre a orientação estatuída pelo SISTEMA DE ENCAIXE, o planejamento, depois da obtenção das radiografias, modelos e montagem no articulador por meio de placas imantadas, deve estender-se até a Prótese totalmente concluída com a definição de todos os ítens direta ou indiretamente envolvidos, independente da sua extensão. É através dela, provando-a no paciente para receber sua aprovação e sentir a repercussão estética e biomecânica avaliada em consonância com a oclusão e os princípios básicos de engenharia mecânica e estrutural, que se define o que pode e deve ser feito.

          A utilização de dentes de acrílico de estoque facilita e simplifica a consecução desse objetivo ( Fig. 9) Além de admitirem o manuseio e a prova no paciente, facultam alterações na montagem dos dentes com a resposta imediata ao efeito estético e biomecânico. E, quando não houver mais dúvidas, permite a abertura de uma goteira sob a base protética, (Fig. 9A e 8) exatamente no centro das unidades de reposição, para localizar os retentores que se alojarão sob a estrutura removível.

Técnica
          
Cumpridos todos os procedimentos pré-operatórios, preparam-se os suportes, molda-se, montam-se os modelos no articulador por meio de uma placa imantada, determina-se a direção de inserção (Figs. 7A e 8A ,8 e C) seguindo as diretrizes do Sistema de Encaixe e readapta-se a prótese construída inicialmente.
          O registro da direção de inserção se faz em um bloco de gesso que também possui um imã na sua base (Fig. 8D e E- P-E). Desse modo, fica-se com liberdade de usar o modelo, simultaneamente, no articulador ou na fresadora a depender da operação a ser executadalo.
          Sob a estrutura removível transferida, abre-se uma goteira (Fig. 9A e 8), como já foi mencionado, exatamente, no centro das coroas de acrílico, para posicionar corretamente os retentores. Nessa goteira, lubrificada com vaselina ou outro isolante qualquer, coloca-se uma porção de massa acrílica autopolimerizável preparada num pote dappen, até preenchê-la, compactando-a com os dedos. Em seguida leva-se a base protética para o modelo onde será assentada e comprimida com força para obrigar a massa acrílica a ocupar o espaço criado com a goteira ( Fig.9 A e B ). Dessa maneira, fica-se com o acrílico situado no local exato e pronto para ser levado para a odontofresadora onde será fresado de acordo com a técnica desenvolvida pelo Sistema de Encaixe ( Fig .8D e E).
          A técnica de fresagem varia de acordo com a classificação, ou seja, se se trata de uma overdenture totalmente dento-suportada (Figs. 3 e 4), implanto-suportada (Fig. 14), dento e implanto-muco- suportada (Figs. 9 e 10) ou as combinações que possam aparecer. As totalmente dento ou implanto-suportadas, não oferecem nenhuma dificuldade. A técnica consiste em realizar a fresagem de todos os componentes em obediência à direção de inserção determinada (Figs. 7 A, e 8D e E ). Instalada no paciente fica tão firme quanto uma prótese fixa cimentada (Figs. 3,4, e 14 ).
          As dento ou implanto muco-suportadas, utilizando ou não barras rompe-forças, seguem os mesmos cuidados dispensados às classes "I" , "II" e "IV" com espaço edêntulo superior a 6 unidades. Desse modo:
 1- quando o espaço é muito extenso e/ou não tem contacto interdentário (Classe "IV" superior combinada com Classe "I" ou "II" inferior ou vice-versa), deve-se prolongar os retentores coronários com uma barra fresada para aumentar o apoio dento-suportado sob a base protética e/ou estabelecer o contacto interdentário (Figs.11 H e 12E -setas). Desse modo, pode-se segmentar a estrutura removível à altura da(s) barra(s), reduzindo-se a base muco-suportada (Figs. 9Ee F, 11G,12C e13);
2- naqueles (quase sempre da classe "II" ou "IV"), com barras fresadas interligando raízes ou implantes a coroas de unidades vizinhas: a(s) barra(s) rompe-forças deve(m) ser unida(s) ao conector maior no início da barra fresada, situado no ponto onde se efetua sua ligação com a coroa (Fig. 13E e F- setas ). Com a instalação do fulcro nesse local (Fig. 13F), as cargas que se transferem do segmento muco-suportado encontram apoio em toda a extensão da barra. Todas axiais.
3- para reduzir o esforço sobre o segmento muco-suportado, nas classes "I", "II" e também na "IV" que utiliza barras fresadas interconectando raízes ou implantes, no extremo da barra contíguo ao espaço protético, fresa-se um apoio para a grade que sustenta os elementos de reposição (Fig. 10A -seta). Desse modo, o segmento muco-suportado girando sobre esse apoio, impede que haja uma compressão direta sobre a mucosa à altura da segmentação .(Fig. 10B).
4- nas overdentures sobre implantes a(s) barra(s) rompe-forças deve(m) unir-se à goteira (conector maior) que cavalga a barra fresada que interliga os implantes, atendendo aos seguintes requisitos: a- instalar o fulcro equidistante dos implantes ( Figs. 10B , 11 C, Fe I e 12 A e F ) b -construir as barras justapostas ao conector maior para impedir que haja hiperplasia da gengiva (Fig. 10B);
5- nas overdentures dento ou implanto muco-suportadas sem barras rompe-forças e com o'rings interligados por barras fresadas, tem-se que observar o seguinte ( Figs. 5 e 6 ): a- a barra depois de fresada da maneira habitual, com o modelo na inclinação do plano de encaixe "PE" , volta à fresadora para ser fresada com uma broca cilíndrica, dessa vez com o modelo na Inclinação do plano oclusal .'PO" (Fig. 6A). Com isso elimina-se a retenção funcional e permite-se à goteira ampla liberdade de movimento no plano vertical; b- sobre a barra assim corrigida, estampa-se uma lâmina de polipropileno de 0,5mm para que se crie um percurso igual ao do o'ring (Fig. 5A e 6B); c - a lâmina é interrompida no meio para que, nesse ponto, equidistante dos suportes, abra-se um sulco sobre a barra (Figs. 5B e 6B e D ); d -com a lâmina mantida em posição sobre a barra, duplica-se o modelo com hidrocolóide para obter-se uma réplica em revestimento (Figs. 5C e 6D) sobre a qual se fundirá uma canaleta que mantém, em relação à barra, o mesmo percurso do o'ring (Figs. 5D e 6F ); e -dessa maneira, a canaleta ao acoplar-se sobre a barra e apoiar no sulco a saliência que possui no seu interior, instala o fulcro de uma alavanca interfixa, exatamente igual ao do caso apresentado inicialmente ( Fig. 2 ) , onde utilizou-se um pino para transfixar a estrutura removível (Figs. 5D , E e F e 6C e F); f -a estrutura removível construída desse modo, com liberdade de movimentar-se no plano vertical, oscila sobre a barra como uma gangorra, exercendo função idêntica à das barras rompe-forças (Figs. 5D e E e 6C ); g -a segmentação da estrutura removível, envolve também a base de acrílico. Para impedir o tracionamento provocado por um alimento pegajoso, a base de acrílico é secionada de tal modo que o segmento muco-suportado fique retido pelo que está acoplado aos retentores. Desse modo, cria-se a retenção funcional na própria gengiva de acrílico (Figs. 9E e F, 11G e 12C < errado ); h -uma regra obrigatória para todos os casos determina que a moldagem de transferência final só seja efetuada depois que os retentores concluídos e adaptados sobre os suportes, sejam mantidos na boca sem nenhum agente fixador, por meio de um arranjo provisório que não toca na mucosa, até que a gengiva se adapte ao contorno dos retentores e assuma a sua posição de repouso anatômica (Fig. 11 D e E); i -nas overdentures  sobre implantes, o(s) transmucoso(s) não deve(m) ultrapassar o nível da gengiva. Nunca poderão ficar salientes, criando áreas retentivas em relação à direção de inserção e impedindo uma perfeita adaptação da base de acrílico (Fig. 14A -setas).  

Discussão
           A utilização de raízes debilitadas e em número reduzido para a construção de uma overdenture oferece ao reabilitador um inestimável recurso. Desde o dispositivo lançado por Gilmore aos de Niels Brill, Gerber, attachments de Chayes, Stern, Schatzmann, Ceka, Dalbo, barras de Dolder, de Ackermann..., aos modernos o'rings, barras clips, zest anchor ( Fig. 1E e F ) e tantos outros, tem sido possível solucionar satisfatoriamente o problema dos mutilados orais 2.1.4.7.8 conforme ilustram os casos clínicos apresentados. Sem falar nos implantes que ocupam um capítulo à parte. No entanto, todos eles se utilizam de componentes que dependem da fricção, de molas ou dispositivos elásticos outros que são temporários e relaxam. A retenção que possuem se perde com o uso exigindo trocas frequentes com todas as implicações que isso representa 2.1.4.7.8
          O SISTEMA DE ENCAIXE, não! Este fundamenta sua ação na RETENÇÃO FUNCIONAL 10 (Figs. 7C e 8), que não depende de molas mas, da instalação de um meio capaz de manter a prótese fixa por si mesma, através do travamento que estatui contra, os deslocamentos que a estrutura removível desenvolve em torno dos,
planos ortogonais durante a fisiodinâmica mandibular (Fig. 7 A,B e C, -ad= ângulo de travamento ). E esse travamento se deve à direção de inserção ( Fig. 7 A) determinada e não às barras, encaixes ou qualquer outro retentor que tenha sido construído de acordo com as exigências e peculiaridades de cada caso. E que, repetindo, não relaxam, não precisam ser trocados, porque o desgaste que sofrem não tem nenhuma influência, uma vez que não fundamentam sua capacidade fixadora na fricção, mas na rota que a estrutura removível tem que seguir para instalar ou remover a prótese na cavidade bucal ( Fig. 7C -via de inserção e via de tração funcional).
          E, além disso tudo, o Sistema de Encaixe oferece um apoio efetivo sobre toda a estrutura de suporte, mucosa e dentária, envolvendo todos os contornos da base mucosa, sejam reentrâncias, bossas radiculares, o que houver (Fig. 7A e 8). E mais, a estrutura metálica é fundida sobre um modelo de revestimento obtido a partir da duplicação do modelo mestre, sem nenhum alívio, ficando, portanto, absolutamente colada aos retentores em toda a sua extensão (Fig. 9C). As overdentures ou sobredentaduras, como próteses removíveis que são, obedecem às mesmas regras defendidas pelo Sistema de Encaixe, sujeitas, com mais cuidados ainda , às leis que regem os prlncípios básicos de engenharia mecânica e estrutural.
          Naquelas dento ou implanto muco-suportadas, a identificação dos movimentos que desenvolvem em torno dos planos ortogonais ( Fig. 7C ) é de fundamental importância para definir o desenho da estrutura metálica. Só por esse meio pode-se distribuir os esforços decorrentes da fisiodinâmica mandibular, instalando a biodinâmica correta que assegure à prótese um prognóstico satisfatório. As overdentures sobre o'rings presos a raízes ou implantes que não se interligam por meio de uma barra fresada e, mais grave ainda, que são interligados por uma barra que não tem um percurso igual ao deles, ou que fica afastada da mucosa, promovendo uma hiperplasia, podem acarretar uma série de problemas.
         Igualmente, se não forem instalados em obediência a uma direção de inserção paralela ao rebordo alveolar ( Fig. 7 A) para permitir a construção de uma base protética perfeitamente adaptada à mucosa, são desconfortáveis e provocam irritações na mucosa. A inclinação do modelo necessária a essa paralelização, quanto maior, mais retenção oferece. E não importa quantos graus exija: 40, 60. não faz diferença. Ela influencia apenas na trajetória que a estrutura removível tem que seguir para assentar-se sobre os retentores (Fig. 7B e C). Os esforços decorrentes da fisiodinâmica mandibular continuam incidindo sobre a face ..oclusal das unidades dentárias, portanto, axiais às raízes ou implantes. ,

 

Fig.l
A -Desenho do estudo de Niels Brill. B e C -Foto mostrando a fêmea do retentor fabricada com fios de aço presa ao acrí1ico e a raiz com o macho fresado. D - Modelo com os machos fresados .E e F- Ilustração mostrando um o'ring e um zest anchor

 



Fig. 2
Paciente com apenas dois remanescentes: A -Radiografias iniciais dos remanescentes. B -Radiografias dos remanescentes com os retentores cimentados, representados por cotos interligados por uma barra. Verificar o furo aberto no centro do barra. C- Raízes dos remanescentes. D -Prótese concluída com os retentores em destaque, mostrando o pino transfixando a barra. Observar a trisegmentação da estrutura removível com as bases muco suportadas dos extremos livres, interligadas à goteira que cavalga a barra com os cotos ( conector maior ), por meio de barras rompe-forças. E- Fresagem dos retentores de acordo com a direção de inserção determinada (PE). F- Retentores analisados na inclinação do plano oclusal ( PO ), evidenciando a divergência em relação ao PE. G-Retentores cimentados no paciente mostrando os cotos, a barra e o pino que a tranfixa. H -Prótese instalada no paciente, mostrando o fulcro determinado pelo pino e a dinâmica que se desenvolve. Nota: a exposição dos procedimentos não ilustrados aqui podem ser acompanhados nas Figs. 5 e 6.


Fig.3
Paciente com mordida cruzada, perda de dimensão vertical, queda acentuada do perfil... O corte das coroas e a interligação das raízes entre si e com coroas vizinhas, possibilitou a solução de todos os problemas funcionais e estéticos. O exame das radiografias tomadas após 15 anos atestam a melhora significativa do suporte ósseo e a correção satisfatória do perfil.

 

 

Fig. 4
Paciente em condições análogas ao da fig. 3 mostrando resultados semelhantes. A sanidade gengival (A) e as radiografias (F) após 32 anos comprovam o acerto do planejamento.

 

 

 

 

 

Fig.5
A -Modelo mostrando a barra fresada com os machos dos o'rings, com uma lâmina de polipropileno estampada sobre ela. B -Lâmina de polipropileno cobrido a barra na sua face superior, cortada no meio para permitir a abertura de um sulco sobre a barra. C -Modelo de revestimento obtido a partir da duplicação do modelo mestre com a lâmina sobre a barra. D -Barra (travessão) com o sulco (cutelo) tendo ao lado a canaleta com a saliência no seu interior (aresta) e a abertura para a passagem dos machos dos o'rings. A -Barra com o sulco mostrando o comportamento de uma alavanca interfixa. B -Barra cavalgada pela canaleta. C- Prótese acrilizada e a dinâmica que desenvolve funcionalmente. D -Base de acn1ico mostrando a canaleta.
Cirurgião-Dr.PedroRomério A Viana.Protesita Dra. Cristina Mendonça A Viana

 

 

 

 

Fig.6
Overdenture sobre 4 raízes apresentando um caso clínico idêntico ao que foi mostrado na Fig. 3. A - fresagem da barra na inclinação do plano oclusal ( PO ) por uma broca cilíndrica para eliminar a retenção funcional permitir à goteira liberdade de movimento no plano vertical.. B -duplicação do modelo. C- modelo com canaleta mostrando o deslocamento em torno do fulcro. D -modelo mestre e modelo de revestimento. E' -barra com os o'rings instalados no paciente. F- canaleta ainda com os alimentadores, após a fundição. G -prótese no paciente.
Caso clínico da Dra. Nayla Maria Garzedin Gomes

 



 


Fig.7
A -Modelo sendo analisado numa inclinação paralela ao rebordo alveolar para determinar a direção de inserção ( DP ), deixado ver o ângulo de divergência ad formado entre a DP (direção de inseção) e a Dl (Plano oclusal) . B- Fotografia do paciente com o desenho ilustrando a via de inserção e remoção da estrutura removível ( DI PE) , a via de tracionamento funcional (FM) e o ângulo ad entre as duas, que representa a magnitude da retenção funcional.. C -Corte da articulação temporo mandibular mostrando a divergência entre as vias de inserção e remoção e a via de tracionamento funcional. Observar entre as duas vias, o ângulo de travamento ad .
Desenho da Dra. Ana Cristina Sampaio
Disso resulta uma baixa ou nula reabsorção do osso alveolar e osteogênese na interface osso/ implante. E ainda mais, os pacientes com bruxomania, têm a chance de retirar a prótese durante a noite, evitando os transtornos causados pelo bruxismo.

 

Fig.8
A e B -Modelo sobre uma placa de vidro sendo inclinado para determinar a direção de Inserção (D J2 ) paralela ao rebordo alveolar. C- Gesso colocado entre a placa de vidro e a base do modelo para registrar a D I 2 -PE ( plano de encaixe ). D e E -Modelo na fresadora para a fresagem dos retentores na inclinação do plano de encaixe ( DI ) . F e G-Modelo removido do bloco de gesso que registra a DI, sendo analisado em relação ao plano oclusal. ( PO- DI), evidenciando o ângulo ad entre a face do retentor e o estilete analisador, ângulo esse que é o responsável pela retenção funcional.

 

 

 

Fig.9
Overdenture sobre implantes :
Paciente com apenas 4 implantes no maxilar. Seqaência da overdenture construida com o emprego de barras rompe-forças para atender ao desequilíbrio no potencial de elasticidade. O 27 foi mantido por razões psicológicas, apenas para atender à vontade do paciente. No entanto a estrutura removível foi construida com barras rompe-forças bilaterais, prevendo a provável perda da unidade dentária. Observar o seccionamento bilateral da gengiva com a inclinação correta e a dinâmica que desenvolve na Fig 11. A e B -Modelo de trabalho com a prótese provisória construida com dentes de acrí1ico para permitir posicionar corretamente, sob a estrutura removível, os componentes ucla e a barra fresada. C- Duplicação do modelo visto em D já com as barras fundidas e retificadas. E e F -Mostra o seccionamento feito na gengiva, cavalgando o segmento implanto suportado, para resistir ao tracionamento de um alimento pegajoso. G e H -Retentores instalados nos implantes e prótese no paciente.
Cirurgiã -Dra. Márcia Pisani -Implantes 3I

 



Fig. 10
Overdenture sobre raízes com suporte ósseo precário e apenas 1 implante. O segmento posterior onde se localiza o implante, foi tratado como se fosse um extremo livre posterior ( classe 11), com a estrutura removível empregando uma barra rompe-forças. Por isso, foi criado o percurso sobre e ao redor do implante e fresado um apoio no extremo da barra fresada contíguo ao referido segmento; para impedir a compressão da mucosa durante a mastigação. Observar as setas. A -Seta indicando onde foi fresado o apoio, com o modelo sobre o bloco de gesso que registra a direção de inserção (PE). B -Prótese concluída com a seta indicando a disposição da barra rompe- forças, justapostas ao conector maior, com o fulcro equidistantes dos suportes e a seta indicando o ponto de apoio. C- Retentores cimentados mostrando as barras, o implante (27) e os zest anchors presos, um no implante e o outro na barra à  altura do ( 16). D -Prótese no paciente.
Cirurgiã -Dra. Márcia Pisani -Implante lNP

 

Fig. 11
A e B - Arranjo provisório que não toca na gengiva, construído para o paciente usar enquanto espera a gengiva acomodar-se aos retentores e reassumir sua posição de estabilidade marginal. C e D - Estrutura removível pronta, mostrando o seccionamento da base acrílica. E - Vista dos suportes prolongados por barras fresadas para aumentar a área dento-suportada. F - Prótese no paciente expondo as barras rompe-forças. G - Radiografias 6 anos depois que a prótese foi refeita alterando o projeto inicial que não tinha os prolongamentos com as barras frezadas. A prótese inicial feita em 1962, apresentada no modelo pintado que a reproduz mostra a presença do 15 que foi extraído depois. Infelizmente as radiografias iniciais foram perdidas. Mas as radiografias atuais revelam que os suportes se conservam praticamente inalterados após 36 anos de uso. H - Fotografia dos retentores cimentados exibindo as barras fresadas assinalados pelas setas. I - Visão palatina da prótese no paciente, destacando as barras rompe-forças.
Caso Clínico da Dra. Cristina Mendonça A Viana

 


Fig. 12
Sequência apresentando caso clínico de um paciente com remanescentes até o canino na mesma hemiarcada. A - Desenho da estrutura removível diferente do que se preconiza atualmente, onde a barra rompe-forças deve seguir justaposta ao conector maior. (Fig. 10B). B - Radiografias iniciais e após 12 anos, permitindo observar a barra fresada para aumentar a base muco-suportada. C - Separação da gengiva em linha reta, sem retê-la no segmento dento-suportado, para impedir o tracionamento por um alimento pegajoso, como mostram as Figs. 9E e F e 11G. D e E - Visão da barra fresada para aumentar a base dento-suportada. F - Prótese instalada no paciente mostrando o desenho das barras fresadas.


 

 

Fig. 13
Paciente com apenas dois remanescentes em cada hemiarcada (14 e 17 - 25 e 27), que perdeu a prótese após 22 anos de uso. Sequência expondo a prótese com os suportes encaixados na goteira da estrutura removível. C e D - Raízes dos 14 e 25 interligadas por uma barra fresada aos 17 e 27. E e F - Fulcros, apontados pelas setas, instalados no início das barras fresadas para que a carga sobre o segmento muco-suportado ao transferir-se para esse ponto através das barras rompe-forças, gire sobre ele e transforme os momentos de força em cargas axiais, distribuidas sobre toda extensão da barra. G - Fato demonstrando que se não houvesse a segmentação, o segmento anterior muco-suportado funcionaria como uma ponte em cantilever, instalando os fulcros no 14 e 25, transformando os esforços sobre ele em momentos de flexão que provocariam torque e tração sobre o 17 e o 27. Com a segmentação, esses mesmos esforços, ao girarem sobre o fulcro no início da barra, geram esforços axiais incidindo sobre toda a extensão da barra. H - As radiografias iniciais e as tomadas 20 anos após, evidenciam o comportamento satisfatório do tecido de suporte, mesmo diante de uma relação coroa/raiz tão desfavorável.

 


Fig. 14
Outra paciente com overdenture sobre implantes. Apesar do número satisfatório de implantes instalados, todos eram pouco confiáveis, principalmente pela queda tremenda no perfil. A- Barras fixadas aos implantes deixando ver, conforme indicam as setas, os transmucosos acima do nível cervical. Essa disposição cria uma divergência com a direção de inserção que inviabiliza uma adaptação perfeita com a estrutura removível de acrílico, deixando espaços vazios inaceitáveis. B - Especímetro mostrando a projeção que foi necessária empregar para corrigir o perfil da paciente. C, D, E e F - Efeitos sobre o perfil e o resultado conseguido.
Cirurgião - Dr. Pedro Velasco Dias - Protesista - Dra. Maria Helena T. R. Vieira - Implantes INP.



 

 

Fig. 15
Paciente com apenas 5 remanescentes com raízes curtas e suporte ósseo debilitado. Foi construída uma overdenture com barras rompe-esforços interligando as raízes 13 e 15 entre sí e as raízes 23 e 24 entre sí e com a coroa do 27. O único retentor mecânico (27), representado por uma coroa com um encaixe com braços circunferenciais, é necessário apenas para manter a base protética assentada sobre as barras. A Retenção Funcional tanto em relação ao plano frontal quento ao sagital, conforme pode-se comprovar pela simples observação das barras, é que responde pela estabilidade e fixação da prótese.
As fotos finais evidenciam claramente a inclinação que as barras assumem, determinando uma direção de inserção ântero posterior e latero esquerda, impossível de ser seguida por qualquer movimento mandibular por maior que seja a parafunção existente. A última foto mostra a prótese numa visão frontal e projetada no espelho.
Caso Clínico da Dra. Ana Cristina Sampaio.

 

 

 

Conclusões
         As Overdentures ou sobredentaduras, como próteses  removíveis que são, encontram nos princípios desenvolvidos pelo Sistema de Encaixe uma série de vantagens. Efetuando a análise do modelo à mesa de um delineador seguindo o princípio básico do delineamento***, imprime ao modelo uma inclinação paralela ao rebordo alveolar (Figs. 7A e 8), para determinar uma direção de inserção que assegure à prótese uma adaptação absolutamente colada à mucosa (Fig. 7C) e com uma via de entrada e saída para a estrutura removível oposta à que a traciona em decorrência da fisiodinâmica mandibular (Figs. 7B e 8). À divergência entre as duas vias, designa-se de Retenção Funcional (Fig. 7A,B e C-ad- e 8F e G ), responsável pela estabilidade e fixação da prótese. Sobretudo porque, com a incorporação do conhecimento da dinâmica desenvolvida pela cinemática mandibular em torno dos planos ortogonais, agigantou-se a tal ponto, que imprimiu um novo conceito sobre Retenção, muito mais abrangente, tirando-a da condição de simples prendedoura de artefatos próteticos por meio de grampos, para o meio capaz de manter a prótese fixa por si mesma, através do equilíbrio que estabelece com a implantação do travamento entre os planos em redor dos quais gravita (Fig. 7B e C -ad-).
          
Apenas a retenção que se instala nas barras e demais retentores, é suficiente para assegurar a fixação da protése. Necessita apenas de um retentor mecânico, indispensável para manter a prótese acomodada sobre,as barras (Figs. 9F, 11 F e 15 -grampo no 27- ) .E essa retenção não se restringe unicamente aos retentores fresados, amplia-se e reforça-se ao assentar-se intimamente colada sobre toda a área muco-suportada. Por isso, facilita a reabilitação oral de pacientes com remanescentes débeis e em número reduzido, assim como sobre até dois implantes em desdentados com infra-estrutura óssea debilitada (Figs. 2,5 e 6). Igualmente favorece a solução de casos difíceis que envolvem remanescentes mal posicionados com sérios problemas tanto de ordem funcional como estética (Figs. 3 e 4).
         Com os recursos desenvolvidos pelo Sistema de Encaixe, os casos ancorados em apenas duas raízes ou dois implantes, já não são mais classificados como muco-suportados e implanto ou dento retidos mas, como muco-suportados, o'rings retidos e implanto ou dento apoiados (Figs, 5D e 8C e D ).
         A barra que interliga os implantes ou raízes, cavalgada por uma canaleta que possui um percurso sobre ela, mantém, entre o sulco aberto na sua parte média e a saliência no interior da canaleta, um suporte efetivo que funciona como o cutelo e a aresta de uma balança interfixa (Figs. 5D e E e 6C e D ). Com isso os implantes ou raízes participam do suporte e recebem o estímulo benéfico oriundo dos esforços axiais decorrentes das cargas mastigatórias.

Referências Bibliográficas

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  2. BRILL, N. -Adaptation and the hybrid-prosthesis J.Pros.Den. 5 (6) : 81 1-824, Nov., 1955 .
  3. DOLDER, E. J. -The bar joint mandibular denture  Pros.Den. I I (4) : 689-107, July-Aug.,1961
  4. EULER, H. -Tratado de Odontologia Editorial Labor, S.w:1943, pg. 684-705
  5. GEARN, A -Ciere Removible deI Espacio Interdental Tradução do Prof.Adalberto D. Rebossio Quintessence Publishing Co. ,Inc. 1982, 196 p.
  6. LOPEZ, V .1. -Próteses sobre implantes: oclusion, casos; clínicos y laboratório Doyma -Quintessence books 1993 p., 118-1 19,122-124,131-145 ,
  7. PREISKEL, H. W. -Precion attachmentes in dentistry The, C.V. MOSBY Co., London 1968, 184 p.
  8. REBOSSIO, A. D. -Protesis parcial removível Editorial, Mundi, Buenos Aires ,3ª edicion, 1960, 662p.
  9. REZENDE, A. B. -Simplificação no projeto e construção de encaixes, graças um prendedor de modelos de comando direcional. IX Congresso Brasileiro de Odontologia e II Congresso Internacional de Odontologia, Anais, 1º vol., pg 138, Revista Brasileira de Odontologia (número especial) Julho, 1965, Rio de Janeiro
  10. REZENDE, A. B. -Direção de Inserção e Retenção Funcional no Sistema de Encaixe Revista brasileira de Odontologia, Volume XLIX, No.3, Maio/junho, 1992,

          
  ** Entende-se por coroa mecânica aquela que se inicia onde  termina o suporte ósseo. !
  *** Princípio Básico do Delineamento é a faculdade oferecida pela análise durante o exame do modelo à mesa do delineador de se poder mudar a área e a magnitude da retenção de acordo  com a inclinação em que se procede a referida analise.