Perimplantite
Uma Revisão de Literatura

Marcio Baltazar Conz* , Guaracilei Maciel Vidigal Jr.** E Oldemar F. G Brito.***

Resumo:
      A perimplantite é um processo inflamatório dos tecidos moles perimplantares associado à reabsorção óssea que pode levar à perda do implante. Para um melhor entendimento desta alteração patológica que envolve os implantes osseointegrados, o presente trabalho tem como objetivo fazer uma revisão da literatura sobre essas alterações dos tecidos perimplantares incluindo: as terminologias utilizadas, as diferentes classificações, fatores etiológicos associados, anatomia dos tecidos perimplantares, tratamento e manutenção da saúde dos tecidos perimplantares.

Abstract:
    The peri-implantitis is an inflammatory response that occur on peri-implant soft tissues related to bone resorption, and this condition may lead to implant failure and loss. For a better knowledge about this pathologic condition involving osseointegrated implants, the aim of this study was to make a literature review , including terminology , classification, etiologic factors, peri-implant tissues anatomy, treatment and maintenance of peri-implant tissues health.

Palavras chaves:
    Perimplantite, implantes osseointegrados.

Key words:
    Perimplantitis, osseointegrated implants.

1 - lntrodução:
      O edentulismo parcial ou total resulta em alterações no tecidos orais dos pacientes, tanto na maxila como na mandíbula, provocando problemas funcionais e psicológicos. Atualmente encontramos várias opções de tratamento do edentulismo como próteses fixas e adesivas, próteses removíveis, próteses totais e também os implantes osseointegrados como mais uma opção de retenção dessas próteses. Com o advento da osseointegração o prognóstico para a reabilitação oral utilizando implantes tornou-se previsível e altamente satisfatório .O implante oral é definido como um biomaterial, biológico ou aloplástico, cirurgicamente inserido no tecido mole ou duro da cavidade oral com um propósito funcional ou cosmético 42. Branemark 1985 definiu osseointegração como uma conexão estrutural e funcional direta entre o tecido ósseo vivo e ordenado e a superfície de um implante submetido a cargas funcionais.

        Apesar da previsibilidade do tratamento com implantes osseointegrados, existem complicações patológicas associadas à manutenção e à retenção dos implantes. As alterações inflamatórias dos tecidos perimplantares são genericamente denominadas perimplantites, podendo ser de etiologia bacteriana ou traumática. O objetivo deste artigo é fazer uma revisão de literatura das alterações patológicas dos tecidos perimplantares.
  

2 - Revisão de Literatura

      2.1  Anatomia Perimplantar

         Tanto os tecidos moles como os tecidos duros ao redor dos implantes osseointegrados apresentam algumas semelhanças com o tecido periodontal. Porém, existem algumas diferenças importantes:

1) A ausência do ligamento periodontal na região perimplantar;
2) A orientação das fibras colágenas do tecido conjuntivo, que se apresentam paralelas à direção do implante, ao passo que as fibras gengivais ao rf:dor dos dentes estão perpendiculares e inseridas no cemento radicular ;
3) A resposta à invasão bacteriana, 18

        O epitélio juncional perimplantar é inserido na superfície do implante por uma lâmina basal e hemidesmossomas , como no tecido periodontal,5,14,24,27,37. A adesão do epitélio juncional , feita pela lâmina basal, é composta por uma lâmina densa, lâmina lúcida e uma lâmina sub-lúcida onde ocorre a projeção dos hemidesmossomas que se inserem na superfície do implante 5. Há controvérsias em relação à possível inserção das fibras do tecido conjuntivo no implante, mas, estudos demonstram uma orientação paralela destas fibras em relação ao implante. A porção coronária do implante e/ou da conexão é circundado por uma fina camada de fibras colágenas dispostas de forma circunferêncial e com poucas estruturas vasculares. A compreensão do mecanismo de inserção e dos fatores que alteram a integridade do selamento biológico entre o implante e os tecidos moles permitem um melhor prognóstico para o funcionamento dos implantes.

      2.2 Terminologia 

       As alterações patológicas dos tecidos em contato com os implantes orais podem ser consideradas de uma forma geral como sendo doenças perimplantares. As alterações que se restringem aos tecidos moles, ao redor dos implantes osseointegrados são denominadas mucosite, (European Federation of Periodontology, Ittingen 1993) 42

      A perda progressiva do osso perimplantar, acompanhada de uma patologia inflamatória dos tecidos moles é denominada perimplantite, ( European Federation of Periodontology, Ittingen 1993 ). Mudanças nos sinais clínicos, como inflamação do tecido mole, sangramento à sondagem, supuração, dor, aumento da profundidade à sondagem e evidência radiográfica de perda óssea , bem como alterações microbiológicas na flora dos sítios perimplantares são similares aos sinais associados às doenças periodontais, 6.

        Em 1992 Newmann e Flemming apresentaram uma classificação para os tecidos ao redor dos implantes relacionados à gravidade da perimplantite: 42

       1- Implantes com o sucesso comprometido - Presença de inflamação, hiperplasia e formação de fístula ocorre próximo à superfície do implante completamente osseointegrado,
       2- Implantes falhando - O implante é caracterizado por uma reabsorção óssea progressiva, mas permanece funcional,
       .3- Implantes falhos - A infecção persiste ao redor do implante que
apresenta sua função comprometida.

    Spiekermann 1991 42 classificou a perimplantite de acordo com a extensão da perda óssea em 4 classes:

    Classe 1 -O implante apresenta uma perda óssea horizontal leve com o mínimo defeito perimplantar.
    Classe 2 -O implante apresenta uma perda óssea horizontal moderada com defeitos vertical isolados.
    Classe 3 -O implante apresenta perda óssea horizontal, de moderada a avançada, com defeitos ósseos circunferenciais em toda extensão do implante.
    Classe 4 -O implante apresenta uma perda óssea horizontal , defeitos circunferenciais e verticais em toda extensão do implante e também perda da parede óssea vestibular.

      2.3 Etiologia

     Segundo Salone e cols. 38 os fatores que contribuem para a falha dos implantes ainda não são completamente compreendidos. A perda óssea perimplantar pode ser o resultado de uma infecção bacteriana , estresse oclusal ou ambos 37.

    Segundo Worthington e cols. 48, os fatores etiológicos associados às perimplantites relatados são infecções bacterianas e fatores biomecânicos relacionados com sobrecarga oclusal..

   Como foi demonstrado acima por alguns autores, os fatores etiológicos das perimplantites ao redor de implantes osseointegrados são a infecção bacteriana e/ou a excessiva força oclusal. Segundo Block e Kent 8 todos os implantes que falham são caracterizados por mobilidade e radiotransparência perimplantar e os implantes que falham como resultado de uma infecção são caracterizados pela presença de dor, sangramento à sondagem, supuração, aumento da profundidade à sondagem, índice de placa e gengival altos, perda de inserção e presença de tecido de granulação no ato da remoção do Os periodontopatógenos comumente encontrados são: P. lntermedia e P. Gingivalis; outros estudos encontraram Aa, Fusobacterium spp Cretus, e Pseudomonas aeruginosa. 10

   A microbiota associada a implantes estáveis ou talhos é respectivamente similar à microbiota em dentes periodontalmente saudáveis e doentes. 3, 12, 30

     Kohavi e cols. 21 demonstraram que não houve diferenças significativas entre a flora subgengival ao redor dos dentes quando comparada a implantes, porém a frequência de ocorrência de Aa e Actinomices viscosus na placa supragengival foi maior na superfície dos dentes quando comparado aos implantes, demonstrando que a placa supragengival pode diferir.

      2.4 Tratamento

     O principal objetivo do tratamento da perimplantite é interromper a reabsorção do tecido ósseo perimplantar com um controle de placa, remoção do agente etiológico ( placa ou trauma oclusal ), desintoxicação da superfície do implante e eliminação da bolsa formada ou regeneração óssea guiada. 42

     O tratamento é realizado geralmente em duas fases, de forma semelhante à terapia periodontal. A fase inicial está relacionada à etiologia e consiste na remoção da placa e cálculo. Com este procedimento elimina-se a inflamação gengival, se presente. Na fase inicial podemos também incluir um ajuste oclusal para eliminar a sobrecarga oclusal. Caso a alteração do tecido perimplantar esteja restrita ao tecido mole ( mucosite) , O tratamento é encerrado após o tecido perimplantar retomar à normalidade. Porém, se a inflamação do tecido perimplantar estiver acompanhada de uma perda óssea devemos iniciar a fase seguinte ( fase cirúrgica) do tratamento. Esta fase seguinte tem como objetivo eliminar bolsa ou regenerar o tecido ósseo perdido. 42

    No caso de eliminação de bolsa ou regeneração óssea Lozada ecols. 26 descreveram a sequência do procedimento;

     Após a remoção da prótese e eliminação da placa e cálculo, faz-se o descolamento de um retalho total, com o auxílio de curetas plástica removemos todo tecido de granulação da área perimplantar e verifica-se o defeito ósseo. No caso de implantes em forma de parafuso, com cobertura de hidroxiapatita ou plasma spray de titânio devemos fazer uma implantoplastia eliminando as roscas ou as asperezas da superfície do implante com o auxílio de brocas diamantadas em alta rotação com irrigação abundante, em seguida utiliza-se uma broca de acabamento de oxido de alumínio para alisar a superfície do implante. Com o auxílio prophy jet e agentes químicos remove-se contaminantes da superfície do implante e reposiciona-se o retalho apicalmente ou utiliza-se o procedimento de regeneração óssea guiada. .Em um estudo para observar o efeito da aplicação do jato de bicarbonato sobre a superfície de implantes contaminados por lipotoxinas , Lozada e cols. 26 utilizaram uma aplicação de hidrocarbonato e posteriormente fizeram a aplicação de cloramina T a 1% no tratamento e desintoxicação da superfície de implantes infectados. A aplicação de 30 segundos de pó abrasivo foi suficiente para desintoxicar a superfície do titânio e foi concluído que o resultado positivo foi devido ao sistema de pó abrasivo e não a aplicação de cloramina T.

     A desintoxicação da superfície dos implantes infectados pode ser realizada através da aplicação de agentes quimioterápicos. Zablotsky e cols. 49 estudando a desintoxicação dos implantes, infectaram a superfície de implantes recobertos com hidroxiapatita com endotoxinas e fizeram a aplicação de diferentes agentes quimioterápicos ( fluoreto estanoso, Tetraciclina hidroclorídrica, glucanato de clorexidine, água oxigenada. polimixina b e ácido cítrico) para verificar qual deles apresentava o melhor resultado. Neste estudo zablotsky e cols. 48 observaram que o tratamento com ácido cítrico, pH 1 a 40%, por 1 minuto apresentou o melhor resultado na desintoxicação da superfície dos implantes recobertos com hidroxiapatita. Após a desintoxicação da superfície do implante que deve ser feita com o auxílio de agentes quimioterápicos podemos eliminar bolsa, suturando o retalho apicalmente.42. Uma outra alternativa de tratamento de perimplantite é o procedimento de regeneração óssea guiada com o auxílio de enxertos e membrana.42. O objetivo da regeneração óssea guiada é regenerar o tecido ósseo que foi perdido.

     A antibioticoterapia também deve ser empregada juntamente com os procedimentos realizados no tratamento da perimplantite coma finalidade de ajudar a erradicar os periodontopatógenos associados à doença. Sbordone e cols.40 analisaram a suscetibilidade aos antibióticos das bactérias periodontopatogênicas associadas a implantes que estão falhando. Quando os autores compararam os efeitos dos antibióticos empregados contra a microbiota encontrada, observaram que a penicilina G e a Amoxicilina foram os antibióticos mais efetivos contra as bactérias associadas aos implantes que estavam falhando. Portanto é de muita importância uma avaliação prévia das condições periodontais dos pacientes antes da instalação de implantes orais, pois os periodontopatógenos podem infectar a superfície dos implantes instalados e com isto levar a uma alteração patológica do tecido perimplantar .

      2.5 Manutenção

       A manutenção do sucesso dos implantes que suportam as próteses é dependente, não só da osseointegração dos implantes, mas também da integridade e saúde dos tecidos perimplantares. Pressentin 35 afirmou que além do planejamento e da realização adequada das fases cirúrgica e protética dos implantes ósseointegrados, o controle periódico no consultório e a manutenção com um controle rigoroso de placa pelo paciente são necessários para o sucesso dos implantes a longo prazo, principalmente se o paciente estiver apresentado história prévia de doença periodontal. Segundo Orthon et al .33 é papel do cirurgião dentista fazer exames e avaliações dos tecidos perimplantares, ter um protocolo clínico para a consulta de manutenção e dar instruções de higiene oral efetiva para seus pacientes Sanz e cols.39 perceberam que os tecidos perimplantares podem ser mantidos clinicamente saudáveis por um longo período de tempo, entretanto, uma terapia antibacteriana, química ou mecânica apropriada deve ser empregada nessas situações, e os cuidados da manutenção devem ser reforçados para prevenir uma inflamação a longo prazo.

     Após a avaliação dos tecidos perimplantares deve ser feita uma higiene oral profissional para a limpeza e polimento dos implantes, supra-estruturas e dentes naturais remanescentes com instrumentos apropriados.

     Orton e cols. 33 concluíram que o procedimento clínico de higiene e a educação do paciente são aspectos importantes para a manutenção do sucesso dos implantes e uma variedade de instrumentos e métodos para a higiene oral são necessários para auxiliar o paciente na manutenção diária dos implantes. Os pacientes devem estar cientes da importância do seu papel para a manutenção dos implantes e da importância das consultas de manutenção periódica. Assim, nem o profissional nem o próprio paciente poderão subestimar a importância dos procedimentos de manutenção da saúde perimplantar, sendo fundamental a cooperação bilateral para conservar a integridade dos tecidos. Segundo Spiekermann e cols. 42 a consulta de controle consiste em um preciso e sistemático exame do tecido perimplantar, de uma avaliação da supra estrutura, de uma limpeza e polimento dos implantes e dentes naturais remanescentes, como também de uma motivação e reeducação do paciente, se necessário, da higiene oral pessoal.

3- Discussão

     Block e Kent 8 relacionaram alguns fatores que podem interferir na osseointegração como: a utilização de um material biocompatível, a técnica cirúrgica, estabilidade primária do implante, o período de osseointegração, trauma oclusal e a presença de perimplantite.

     As alterações inflamatórias dos tecidos moles perimplantares são denominadas de mucosite, e quando a inflamação está associada com uma reabsorção óssea ao redor do implante denomina-se perimplantite, a qual pode levar à perda do implante. Portanto, não devemos relacionar todos os insucessos dos implantes osseointegrados à perimplantite.

   A microflora associada a implantes estáveis, não doentes é composta por cocos e bastonetes Gram positivos, enquanto que a flora composta de bactérias anaeróbias Gram negativas com altas proporções de espiroquetas está associada a implantes falhos ou que estão comprometidos. 3.17

     Após diagnosticada a perimplantite, deve-se o quanto antes iniciar o seu tratamento, que visa a remoção do agente etiológico, descontaminação da superfície do implante e eliminação de bolsa ou regeneração óssea guiada. 42

    A eliminação de bolsa no tratamento da perimplantite deve ser realizada em casos onde a estética não é fundamental, caso contrário devemos optar pela regeneração do tecido perdido com o emprego de enxertos e membranas.

    Após o tratamento devemos ter um controle dos pacientes com uma eficiente terapia periodontal de suporte22. Lozada e cols.26 sugerIram que a manutenção adequada pode reduzir a profundidade de sondagem, o sangramento à sondagem, a resseção de tecido mole, mobilidade, fístula, osteíte e sinais radiográficos de perda óssea, e isso pode ser alcançado através de um programa organizado incluindo controle, detecção precoce e tratamento preventivo de alterações patológicas.

4-Conclusão

    Após a revisão de literatura, podemos concluir que:

    - Apesar do tratamento com implantes ser previsível, as falhas podem ocorrer. 1.6.18.26
    - As alterações inflamatórias dos tecidos perimplantares são denominadas de mucosite quando estão limitadas aos tecidos moles; e denominadas de perimplantite quando as alterações inflamatórias dos tecidos moles estão associadas a uma reabsorção óssea ao redor dos implantes.. 42
    - Os fatores etiológicos da perimplantite podem ser a infecção bacteriana e/ou o trauma oclusal.2. 11!.31!.41.47
    - A microbiota associada a implantes saudáveis é composta de cocos e bastonetes Gram-positivos, ao passo que a flora associada a implantes falhos é composta por bactérias anaeróbias Gram-negativos. 10. 11
    - A flora bacteriana associada com implantes estáveis ou falhos é similar a flora bacteriana encontrada em dentes periodontalmente saudáveis e doentes, respectivamente.10.12.21
    - Os periodontopatógenos comumente identificados são P. intermedia, P.gingivallis, Actinobacillus actnomycetencomitans (Aa) , Fusobacterium spp e C. rectus. 3.9.12, 17.22 ,
    - O tecido perimplantar é menos resistente à invasão bacteriana que o tecido periodontal. 11
    - A perimplantite pode ser tratada através de eliminação de bolsa ou utilizando a técnica da regeneração óssea guiada, que parece ser o tratamento mais indicado para os defeitos ósseos perimplantares. 15 18. 19, 26. 42
    - O sucesso dos implantes é dependente não somente da osseointegração do implante, como também da integridade e manutenção da saúde dos tecidos perimplantares. 26, 33

5- Referências Bibliográficas

  1. Adell R., Lekholm U., Rockler B.,Branemark P.I. A 15-year study of osseointegrated implants in the tratament of the edentulous jaw.lnt.j. Oral Surg ;10:387-415; 1981.
  2. Aspe,P. e cols. The longitudinal effectiveness of integrated dental implants. The toronto study: Peri-implant mucosa response. J. periodontology Res. Dent.. VII : 95-105, 1991.
  3. Augthup M. e cols. Microbial findings of deep peri-implant bone defects.. J. Oralmaxilofac implants. Vol: 12 ;106-117; 1997.
  4. Baltazar Conz, M. ; Elias, C. N. ; Chevitarese, O. Efeito da aplicação tópica do flúor gel acidulado sobre a superfície do Titânio. Revista Bras. de implantologia; abr-maio,1997 .
  5. Bauman, Geoffrey R. ecols. The peri-implant sulcus. J. oralmaxilofac implants, Vol 8: 273-280,1993.
  6. Becker, B. e cols. Clinical and microbiologic findings that may contribute to dental implant J. Oralmaxilofac. Implants,vol 5:31-38, 1990.
  7. Berglundh T e cols. -The soft tissue barrier at implants and teeth, Clin. Oral Impl. Res., 2: 88-90, 1991.
  8. Block, kent, Guerra. Implants dentistry .cap. 24-25 ,1997.
  9. Denisson D. K. e cols. Contaminated implant surfaces, na in vitro comparasion of implant surface coating and tratament modalites for descontamination. J. periodontology, 65; 9, 937-948.1994
  10. Dharmar ,S. e cols. Subgengival microflora associated with Branemark implants. J. oralmaxilofac in iplants .vol:9; 314-318,1994.
  11. Ericsson I. & Lindhe J. -Probing depht at implants and teeth. An experimental study in the dog. J. Clin. Periodontol;20:623-627 . 1993.
  12. Figueiredo C.M., Fischer R.G. - Aspectos microbiológicos da flora bacteriana em torno de implantes osteointegrados. Sobrape, Odontologia.com.br., abril: 1- 7,1998.
  13. Glantz P. O e cols. On loading of osseointegrated implants. A methodological and clinical study .Clinical Oral Implant Research; 4, 99-105,1993.
  14. Gould T. R. L. The attachment mechanism of epithelial cells to titanium in vitro. J. of periodontotogy research 16;611-616, 1981.
  15. Hurzeler M.B. e cols -Treatment of peri-implantitis using guided bone regeneration and bone grafts: alone or in combination, in beagle dogs. Part 2: Histologic findings. IntI. Oral & Max. Impl. 1997; 12: 168-175.1997.
  16. Isidor ,F .e cols, Loss of osseointegrated caused by oclusal load of oral implants .Clin oral impl res;7: 143-152, 1996.
  17. Jeanne M. S. e cols. The clinical, microbial and host response characteristcs of the failing implant. J. oralmaxilofac implants .VoI12: 32-42; 1997.
  18. Javanovic S.A .The management of peri-implant breakdown around functioning osseointegrated dental implants.J periodontol , nov; 64,1176-1183; 1993.
  19. Javanovic S.A e cols. The regenerative potential of plaque-induced peri-implant bone defects treated by a submerged membrane technique: Experimental study. J oral maxilofac implants .vol 12; 32-42; 1993.
  20. Kao, R. T. e cols. Increased interleukin - 1 B in the crevicular fluid of diseased implants. J. Oralmaxilofac implants. Vol 10: 696- 701;1995
  21. Kohavi D. e cols. - Subgingival e supragingival microbial flora around healthy osseointegrated implants in partially edentulous patients. J. Oral & Max. Imp. Vol.9: 673- 789, 1994.
  22. Lindhe, J.; Karring, T. ; Lang N.P. Clinical periodontology and implant dentistry 30 edição ,Munsgaard, 1997.
  23. Lindhe e cols.. Experimental breakdown of perimplant and periodontal tissue. A study in the beagle. J clinical impl res 3; 9-16; 1992.
  24. Listgarten M. e cols. Periodontal tissue and their counterparts around endosseous implants. Clin oral imp res.2; 1-9; 1991.
  25. Lorenzoni M. e cols. Tratament of peri-implant defects with guided bone regeneration: A comparative clinical study with various membranes and bone grafts. Intj oral maxilofac implants; 13 ; 639-646; 1998.
  26. Lozada,J.L. e cols. Surgical repair of peri-implant defects. J. of oral implantology, Vol 16, numero 1 :42-46,1990.
  27. Mckinney R. V. e cols. Evidence for a junctional Epithelial attachment to ceramic dental implants.J. periodontol.VoI56;579-591 ; 1985.
  28. Meffert R. M.,Langer B. and Fritz M. Dental imnplants : A review. J periodontol. Vol 63; II; 849-870, Nov 1992.
  29. Misch C. Contemporary implant dentistry. Mosby, 1993.
  30. Nakazato G. In vivo palque formation on implants materials .J. oralmaxilofac implants. VoI4;321-325; 1989.
  31. Orthon G.S.,Steele D.L., Wolinsky L.E.- The dental professional's role in monitorin and maintenance of tissue integrated prottheses. J. Oral & Max. Imp. ,4: 305-310,1989.
  32. Pontoriero R e cols. Experimentally induced per-implant mucositis. A clinical study in human. Clin. Oral Implants Res.; 5: 254- 259;;1994.
  33. Pressentin A. M. - Desenvolvimentos recentes sobre a doença peri-implantite: noções gerais para o clínico. RGO,RJ, v.54,n.2: 76- 78, 1097.
  34. Quirynen M. e cols. Comparasion of surface characteristics of six commercially pure titanium abutments. J. Oralmaxilofac implants.Vol: 9; 71-76; 1994. ,
  35. Romanos G. E. Healthy periodontal versus peri-Implant gingival tissues: na immunohisto chemical differentiation of extracellular matrix. J. Oralmaxilofac implants. Vol: 10 ;750-758; 1995.
  36. Salone M. A. e cols. Failures in the osseointegration of endosteos implants. J. Oralmaxilofac implants. Vol : 8; 92-96; 1993.
  37. SanzMet e cols. Characterization of the subgingival microbial flora around endosteal sapphire dental implants in partially edentulous patientes. Int. J. Oral &Max. Imp.; 5: 247-253, 1990.
  38. Sbordone L. e cols. Antimicrobial susceptibility of periodonto pathic bacteria associated with failing implants. J. Periodontol 1995; 66: 69- 74.
  39. Steflik S. e cols. Dental implants retrieved from humans:A diagnostic light microscopic review of the findings in 7 cases of failure .J. Oralmaxilofac implnts. Vol: 6; 147-153; 1991.
  40. Spiekermann H. e cols Dental atlas of dental medicine. Editora Thiene. 1995.
  41. Tillmanns H W. e cols. Evaluation of three different dentel implants in ligature-induced peri-implantitis in the beagledog. Part 1. Clinical evaluation. Intj oral maxilofac implants, sep- oct;12(5): 611-20; 1997.
  42. Tonetti M. and Schimid J. Pathogenesis of implant failures. Periodontology 2000. Vo14; 127-38; 1994.
  43. Uhthoff HK. Bardos DI. Liskova-Kiar M. The advantages of titanium alloy over stainless steel plates for the internal fixation of fractures. An experimental study in dogs. Journal of Bone & Joint Surgery -British Volume. 63-B(3):427-84, 1981.
  44. Vidigal Jr. G. M. e cols. Avaliação da interface implante conexão ao microscópio eletrônico de varredura. Revista brasileira de implantologia. Set-out, 1996.
  45. Worthington P. e cols. The swedish system of osseointegrated implants : Problens and complications encountered during a 4 years trial period. J. Oralmaxilofac implants. Vol:2; 77-84; 1987.
  46. Zablotsky M., Diedrich D. & Meffert R. - Detoxification of endotoxin contaminated titanium and hydroxyapatite coat surfaces utilizing various chemo therapeutic and mechanical modalities. Impl. Dent., I: 154-158, 1992